sexta-feira, 24 de maio de 2013

Artigo - Espaços pedagógicos de aprendizagem para o ensino superior



OLIVEIRA, Marcia Silva de; ALVES, Elioenai Dornelles; SERPA, Maria da Glória Noronha. Espaços pedagógicos de aprendizagem para o ensino superior. FACTUCiência, Unaí: FACTU, ano VII, vol. 13, ago-dez. 2007, p. 97-106.

Artigo Original                                      

Espaços pedagógicos de aprendizagem para o ensino superior
Teaching spaces of learning for higher education

Marcia Silva de Oliveira
Elioenai Dornelles Alves
Maria Glória Noronha Serpa
Resumo

A sala de aula é um espaço construído pelo professor e alunos, a partir das relações conscientes e inconscientes que vão estabelecendo, a cada encontro, uma história única e particular.  Trata-se de algo profundo, em cujas bases todo o resto se apoiará. De pouco adianta falar de disciplina, de limites, sem considerarmos, minimamente, aquilo que está nos porões das relações e que dá sustentação a tudo que vai se desenrolar numa sala de aula, do ponto de vista das emoções. A partir desse contexto carregado de significados que professor e alunos relacionam-se e convivem, estabelecendo entre si diálogos, conflitos, esperanças alegrias, contradições, entre outros fenômenos, fatos e situações que fazem parte do convívio escolar profissional e pessoal. Alguns professores, ciosos do seu dever de educadores, estão buscando o seu próprio aprendizado, na tentativa de localizar claramente as diferenças individuais dos componentes de sua sala, para fazer dessa diversidade um instrumento do bom trabalho docente, pois sabem que somente a abordagem individual, por mais problemática que venha a ser, permitirá a real unificação da turma em um grupo homogêneo e, somente, esse, formado de componentes diversificados poderá servir de “caldo de cultura” para germinar algum conhecimento novo, que não seja mera informação.

Palavras chave: espaço pedagógico, relações interpessoais, heterogeneidade.

Abstract

In the classroom is a place built by the teacher and students from the conscious and unconscious relationships that will establish, for each meeting, a story unique and particular. It is something deep in their bases around the rest are support. De add little to speak of discipline, of limits, without considering, minimally, what is in the holds of relations and giving support to all who will conduct a classroom, in terms of emotions. From that context loaded meanings of that teacher and students relate to and live by establishing mutually dialogues, conflicts, hopes joys, contradictions, among other phenomena, events and situations that are part of school work and personal relationships. Some teachers, minded of his duty as educators, are seeking their own learning, in trying to find clear differences of individual components of his room, to make this diversity a good job of teaching, because they know that only the individual approach, for more problems that might be, will the real unification of the class in a homogeneous group, and only this, made of diverse components could serve as a "broth of culture" to sprout some new knowledge, which is not mere information.

Keywords: space teaching, interpersonal relations, heterogeneity.


Introdução
               
O espaço pedagógico

A sala de aula é um espaço construído pelo professor e alunos, a partir das relações conscientes e inconscientes que vão estabelecendo, a cada encontro, uma história única e particular.  Trata-se de algo profundo, em cujas bases todo o resto se apoiará. De pouco adianta falar de disciplina, de limites, sem considerarmos, minimamente, aquilo que está nos porões das relações e que dá sustentação a tudo que vai se desenrolar numa sala de aula, do ponto de vista das emoções.
A partir desse contexto carregado de significados que professor e alunos relacionam-se e convivem, estabelecendo entre si diálogos, conflitos, esperanças alegrias, contradições, entre outros fenômenos, fatos e situações que fazem parte do convívio escolar profissional e pessoal.
Por mais que criemos técnicas didáticas, horizontalizemos a comunicação, trabalhemos em círculos, etc., fato é que a velha e tradicional sala de aula, espaço privilegiado onde se desenvolve a relação ensino-aprendizagem, sobreviveu aos tempos.
Nada ainda conseguiu substituir a relação professor-aluno, esta relação direta, humana e às vezes até conflitiva. Aliás, as relações humanas em sala de aula, na verdade, são reveladoras das riquezas e das limitações presentes na própria dinâmica das relações sociais.
Variados discursos costumam proclamar a importância e as vantagens da diversidade, da pluralidade de conhecimentos e, lidar com isto na sala de aula, onde se tenta instalar um ambiente uniforme é, tremendamente, difícil.
Mesmo assim, faz-se necessário manter as rédeas da situação. O recurso adequado é apostar nas diferenças como objeto de troca de idéias e de pensamentos estruturados.             
Diversas são as maneiras de estimular a turma para iniciar uma troca de conhecimentos, ou seja, iniciar a construção do conhecimento previsto no conteúdo programático, utilizando se de conhecimentos conteúdo programático, utilizando-se de conhecimentos pré-existentes em alguns dos componentes do grupo.
Saber promover essa mistura, encontrar “o ponto” certo da receita, é o grande segredo, é a ação desejável, que deve ser buscada.
Mais do que um espaço formal, no qual se utilizam técnicas, tecnologias, metodologias, livros, papéis, gizes, decorações, etc., a sala de aula é, por excelência, um espaço simbólico no qual são travadas relações humanas.
Talvez aí esteja o questionamento fundamental. O professor, mestre em sua ciência específica, é um eterno aprendiz das relações. Aprende-se a se relacionar, ensinando condutas. Assimila-se condutas, por outro lado, dentro da relação concreta de ensino. É via de mão dupla. Fato é que as salas de aula vão sendo novamente tomadas por aqueles e por aquelas com os quais colaboramos com sua formação enquanto cidadãos e cidadãs.
A sala de aula, espaço de concreto, frio e inerte agora revestir-se-á de certa magia. Magia necessária para que os atores sociais construam, a partir desse espaço fundamental, os alicerces necessários para que, no futuro que amanhece hoje, possam ter a certeza de que todo o esforço empreendido pelo professor nas metodologias de ensino e também pelo aluno no processo de aquisição de conhecimento vai colaborando, positivamente, com a edificação dos sujeitos transformadores da sociedade.
Poderíamos tentar superar o fato de nossas turmas serem tão heterogêneas, se:  conduzíssemos o aluno a uma progressiva autonomia na busca de conhecimentos; desenvolvêssemos a capacidade de reflexão; estimulássemos o trabalho em equipe; conhecêssemos o universo cultural e de conhecimentos desse aluno e desenvolvêssemos, com base nele, processos de ensino e aprendizagem interativos e participativos.

Das relações interpessoais
       
 Na abordagem cognitivista, MIZUKAMI (1986), coloca que o professor atua investigando, pesquisando, orientando e criando ambientes que favoreçam a troca e cooperação. Ele deve criar desequilíbrios e desafios sem nunca oferecer aos alunos a solução pronta. Em sua convivência com alunos, o professor deve observar e analisar o comportamento  deles  e  tratá-los  de  acordo com suas características peculiares  dentro  de  sua fase de evolução (p.77-78).
PIAGET (1983) aparece como o principal nome na abordagem cognitivista, que desloca o foco da passividade do aluno em relação à informação. O professor passa a criar o cenário necessário, pensando no estágio de desenvolvimento em que o aluno se encontra, para que o aluno possa explorar o ambiente de forma predominantemente ativa.
Neste ponto, o aluno não é um ser que recebe a informação passivamente, ele deverá experimentar racionalmente atividades de classificação, seriação e atividades hipotéticas. Assim, o professor sempre oferecerá ao aluno situações problemas que tragam a eles a necessidade de investigar, pensar, racionalizar a questão e construir uma resposta satisfatória.
Muito se tem investigado sobre a relação entre o professor e o aluno nos últimos tempos. CUNHA (1994) em seu estudo sobre "o bom professor", investiga o dia-a-dia do professor como indivíduo e como educador, analisa, também, sua prática e metodologia e, a partir de uma caracterização deste profissional, propõe novas direções para a formação dos professores e para os cursos de magistério. Ainda segundo sua análise, a relação professor e aluno passa pela forma com que o professor trabalha seus conteúdos, pela forma com que ele se relaciona com sua área de conhecimento, por sua satisfação em ensinar e por sua metodologia (p.70-71).
O modo como professor e aluno se relacionam e também, é claro, o modo como eles trabalham o conhecimento, depende da pedagogia adotada pelo professor dentro da proposta pedagógica da indissociabilidade entre ensino e pesquisa, defendida especialmente por PEDRO DEMO (1996), que constitui-se basicamente na adoção de uma nova postura em sala de aula, principalmente por parte do professor. O ensino e a aprendizagem passam a ser coordenados através da característica distintiva da pesquisa, qual seja, o “questionamento reconstrutivo”.
Este questionamento se define por não tomar o conhecimento passivamente, ou seja, usar de crítica e reflexão e reconstruí-lo, dando-lhe uma interpretação própria. A adoção desse processo será o primeiro e definitivo passo para a formação do “sujeito competente”, ou seja, da pessoa que usa de crítica frente aos acontecimentos, intervém neles e, a partir disso, reconstrói, a eles e a si próprio.
 
Da heterogeneidade

A condição mental do professor é uma aspecto que merece toda a atenção, visto que exerce grande influência na relação que se estabelece entre professor e aluno. Claro que é impossível desejar que o professor mantenha um estado emocional impermeável à influência de fatores externos e internos.
A boa condição mental do professor é um aspecto de muita importância em sua formação profissional, considerando que se trata de uma profissão que o coloca direta e constantemente em relação com pessoas de todos os tipos, personalidades e condições emocionais diferentes.
Ainda um outro ponto que deve-se salientar refere-se às contradições que costumam acontecer em sala de aula. É com muita freqüência que as regras do jogo estabelecido entre professor e alunos, lá no início, sejam desafiadas, questionadas e desrespeitadas.
O aluno, seja adolescente ou adulto, imbuído de vários motivos pessoais ou grupais, irá, muitas vezes, tentar desestabilizar o ambiente e isso é algo que põe à prova a capacidade de tolerância, a firmeza e o equilíbrio psíquico do professor. Suas convicções, seu planejamento, são sentidos por ele, compreensivelmente, como interrompidos, atacados e violados.
Mas é possível também que as perturbações oriundas dos alunos sejam olhadas sob outro ângulo, o da comunicação.
O professor, com uma certa flexibilidade para pensar, pode se perguntar sobre os possíveis significados dessas interferências. O que o aluno estará querendo comunicar com aquele ataque? Ou ainda, em muitos momentos, o que a classe estará, através daquele aluno, querendo comunicar ao professor? Muitas descobertas podem ser feitas, coisas interessantes podem surgir e com elas uma maior possibilidade de aproximação e crescimento.
Podemos ainda pensar que há determinadas turmas de alunos que acabam se caracterizando como mais conturbadas, mais agitadas do que outras. Para essas, a postura do professor deve ser mais rigorosa e de outra forma, é mais adequado à turma que se identifica como sendo mais harmoniosa e tranqüila, uma relação mais flexível, embora firme. 
O professor, no que diz respeito a ele, deve evitar ao máximo que questões particulares suas invadam a sala de aula.  Mas se estamos falando de seres humanos e não de robôs, mesmo com cuidados isso tudo sempre acaba acontecendo. E mais uma vez pode-se e deve-se aproveitar da ocasião para se trabalhar os sentimentos que acabam emergindo e que em outras condições não apareceriam. Isso tudo contribui para a aprendizagem e o desenvolvimento.

Um momento de reflexão docente

Quando se analisa a sala de aula universitária, mormente nos cursos de graduação, o que se constata, inicialmente, é a homogeneidade: todos os alunos receberam o mesmo grau de instrução, pelo menos em termos quantitativos, estando aptos de igual forma a cursar aquela disciplina.
A própria instituição de ensino, diante dessa classificação, designa um professor, certamente treinado no conhecimento específico destinado àquela turma, em dito período letivo, sem nenhuma preocupação em relação a eventuais dificuldades ou, até, impossibilidades, que, porventura, aquele grupo de indivíduos possa apresentar ao tentar construir algum conhecimento útil ou mesmo apreender algum conteúdo, a partir das informações fornecidas e recebidas durante as aulas.
Essas informações técnicas ou científicas, teóricas ou práticas, são previamente elencadas e sua transmissão aos alunos é determinada pela escola e rigorosamente fiscalizada. O professor que conseguir transmiti-las será considerado bom e competente profissional, independentemente do nível de aproveitamento do conteúdo que o aluno venha a obter.
Serão dignos de receber aprovação apenas aqueles alunos que consigam “provar” que “aprenderam” pelo menos metade do conteúdo da matéria dada. Neste caso, tanto a forma utilizada para “provar” que aprendeu, quanto a realidade fática desse aprendizado, podem nem ser confiáveis, mas estão valendo como norma.
Essa é, aproximadamente, a realidade vigente e vivida por nós e da qual não podemos nos afastar. Todavia, mesmo tendo de prestar contas da ação supra descrita, não chegamos a ser, peremptoriamente, obrigados a agir dessa forma quase simplória e inócua.
Teremos então que buscar ou compor - quebrando gradualmente os paradigmas existentes - o docente capaz de ser quase missionário, que deseje construir saberes na sala de aula, apesar de suas próprias limitações e parcas condições de trabalho, ou seja, o professor tem de ser um educador a qualquer custo e, para isto, precisa:

              I.     ser o cientista que domina o assunto a ser ministrado na sala da aula e, ao mesmo tempo;
           II.     ser o pedagogo sensível, que compreenda exatamente as nuances de ser ensinante e aprendente ao mesmo tempo;
        III.     que saiba participar de um grupo emocional e culturalmente diversificado;
        IV.     consiga fazer o conteúdo de sua disciplina parecer familiar ao grupo, singelo e multidisciplinar e multicultural, ao mesmo tempo;
           V.     enfim, o professor deve ser um docente que saiba o que quer fazer e o que está fazendo.      
                                                    
Temos a forte impressão – quiçá não seja apenas esperança! – de  que, felizmente, o processo de transformação, a quebra de paradigmas, já está a caminho, despontando, aqui e ali, em iniciativas louváveis de pesquisadores e pedagogos formadores de opinião, bem situados estruturalmente e com certa influência nos organismos competentes para encaminhar as modificações na área educacional.
Mas apesar da quebra de alguns paradigmas e de algumas mudanças de atitude em relação ao corpo discente, será que nós docentes universitários temos uma visão ampla, contextualizada e prática do que na realidade é uma relação entre professor e aluno dentro de sala de aula? Será que temos consciência que esta relação pode influir no processo ensino-aprendizado a curto prazo? Podemos nós docentes aprender algo a partir de uma  relação  menos impessoal e mais heterogênea?
Além desses, muitos outros questionamentos surgirão no decorrer de nosso desenvolvimento profissional, mas em princípio, devemos tentar observar e avaliar esses parâmetros da maneira mais completa possível a fim de podermos contribuir de alguma forma para a melhoria das relações interpessoais entre as partes e um melhor entendimento, formas de procedimento e aceitação da heterogeneidade de nossos alunos.
A importância destes procedimentos reside no fato de que os professores que se revelam flexíveis em relação à própria liberdade de ação e a dos alunos, respeitando-lhes a autonomia e o estilo individual, deixam transparecer a prática que têm em sala de aula. Tal prática encontra-se relacionada com a perspectiva pedagógica da universidade onde atuam.
Na verdade, o professor é o condutor do processo. Ele é a autoridade em sala de aula, onde tem que ser respeitada a autonomia do aluno. O professor precisa saber ver e compreender o que o aluno está fazendo e muitas vezes esperar o momento adequado para interferir e auxiliá-lo. Então, o professor tem que ter uma atitude de abertura ao diálogo e de parceria com o aluno.
Neste ambiente o papel do professor deve ser o de mediador da aprendizagem, atuando na zona de desenvolvimento próxima a proposta por Vygotsky (1984), ou seja, o professor precisa compreender o problema do aluno e entender a sua dificuldade momentânea para intervir no processo. 
É preciso tentar compreender o nível de desenvolvimento, de interesses e de necessidades dos alunos para poder colocar desafios, ou mesmo para fornecer informações que os ajudem a sair da situação de conflito e a atingir um nível superior de desenvolvimento.
Tem que haver integração entre professores, alunos, conteúdos e teorias de conhecimento. Um fenômeno educativo não se explica por uma única teoria, mas por diversas teorias que se complementam.
Nós estamos trabalhando numa relação de reciprocidade, de mutualidade, de co-propriedade, de interação. Isto significa que o conhecimento é provisório e nunca o conseguimos deter em sua totalidade. Esta integração reveladora de uma nova postura diante do conhecimento é uma atividade interdisciplinar, que se reveste de singular valor como preparação de terreno ao ensino universitário. 
Neste tipo de relação, tem um valor muito importante a concepção da indissociabilidade entre o ensino e a pesquisa como uma das tendências deste novo paradigma; tendência esta que parte do pressuposto de que a pesquisa é a base da educação sistematizada e, por isso, ela se torna o meio mais indicado através do qual o ato de educar atinge seu objetivo, que é a formação do sujeito cidadão.
Conforme OLIVEIRA (2004) para que este objetivo seja atingido é preciso que se forme toda uma nova base para o ensino que vai desde a mudança nos ambientes físico (troca de carteira individuais por mesas redondas) e psicológico (o aluno precisa se sentir importante, “parceiro” dos outros componentes da equipe que realizará o trabalho), passando pela coleta de materiais necessários, que deverá ser feita pelos próprios alunos e fundamentalmente na remodelação do comportamento do professor, que precisa ser, antes de tudo, um pesquisador, no sentido de ter a pesquisa como atitude quotidiana.
Isso resultará em reformulações essenciais no processo ensino-aprendizagem com novas formas de avaliação, novas formas de lidar com a diversidade de alunos coletiva e individualmente, em uma reorganização curricular para que sejam atendidas as necessidades inerentes às atividades peculiares deste método, que com certeza formará um novo cidadão, muito mais apto ao mundo em que vivemos.

Conclusão

O ensino universitário, logicamente contextualizado dentro deste processo de educação, precisa passar por uma remodelação. É lastimável ver este nível de educação, que visa à modernidade, competência e versatilidade, sendo atravancado por métodos e valores arcaicos e ineficientes. A prática do ensino pela pesquisa deixa transparecer a capacidade e objetivo desta remodelação e isso fornecendo opções completamente viáveis de novas estratégias e práticas didáticas, de trabalhos em grupo, de formulação de projetos próprios, sendo tudo isso permeado por uma nova forma de lidar com o aluno, dando-lhe maior liberdade de ação, avaliando qualitativamente os resultados por ele alcançados e, principalmente, vendo-o como um parceiro de trabalho, como um ser humano igual, capaz de reconstruir, através da crítica e criatividade, o conhecimento que lhe chega.  É realmente uma pena que muitos professores universitários ainda pensem que, para estar em sala de aula, precisem apenas do domínio de sua especialidade na ciência. Seria bom se eles percebessem que o como chegar aos alunos esses conhecimentos é tão importante quanto o próprio conhecimento.
Podemos perceber assim que o relacionamento interpessoal que se instala entre professor e aluno está intrinsecamente ligado à forma como ambos irão lidar com o conhecimento e com as diferenças advindas desses.  
       
Referências Bibliográficas

CUNHA, Murilo Bastos. As tecnologias de informação e a integração das bibliotecas brasileiras. Ciência da Informação, Brasília, v. 23, n. 2, p. 182-189, 1994.
DEMO, Pedro. Educação pela pesquisa. São Paulo: Autores associados, 1996.
MIZUKAMI, Maria da Graça Nicoletti. Ensino: As abordagens do Processo. São Paulo: EPU, 1986.
OLIVEIRA, Marcia Silva de. Estudo sobre a valorização das relações interpessoais, entre professor e aluno, e suas contribuições para o processo de ensino-aprendizagem da graduação do curso de biomedicina. [Monografia de Pós-Graduação]. UniCEUB/DF, 2004.
VYGOTSKY, Lev Semenovith. Formação social da mente. Ed. Martins Fontes, 5a.ed., São Paulo, 1984.



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