OLIVEIRA,
Marcia Silva de; ALVES, Elioenai Dornelles; SERPA, Maria da Glória Noronha.
Espaços pedagógicos de aprendizagem para o ensino superior. FACTUCiência, Unaí:
FACTU, ano VII, vol. 13, ago-dez. 2007, p. 97-106.
Artigo
Original
Espaços pedagógicos de
aprendizagem para o ensino superior
Teaching
spaces of learning for higher education
Marcia
Silva de Oliveira
Elioenai
Dornelles Alves
Maria
Glória Noronha Serpa
Resumo
A sala de aula é um espaço construído
pelo professor e alunos, a partir das relações conscientes e inconscientes que
vão estabelecendo, a cada encontro, uma história única e particular. Trata-se
de algo profundo, em cujas bases todo o resto se apoiará. De pouco adianta
falar de disciplina, de limites, sem considerarmos, minimamente, aquilo que
está nos porões das relações e que dá sustentação a tudo que vai se desenrolar
numa sala de aula, do ponto de vista das emoções. A partir desse contexto
carregado de significados que professor e alunos relacionam-se e convivem,
estabelecendo entre si diálogos, conflitos, esperanças alegrias, contradições,
entre outros fenômenos, fatos e situações que fazem parte do convívio escolar
profissional e pessoal. Alguns professores, ciosos do seu dever de educadores,
estão buscando o seu próprio aprendizado, na tentativa de localizar claramente
as diferenças individuais dos componentes de sua sala, para fazer dessa
diversidade um instrumento do bom trabalho docente, pois sabem que somente a
abordagem individual, por mais problemática que venha a ser, permitirá a real
unificação da turma em um grupo homogêneo e, somente, esse, formado de
componentes diversificados poderá servir de “caldo de cultura” para germinar
algum conhecimento novo, que não seja mera informação.
Palavras chave: espaço pedagógico,
relações interpessoais, heterogeneidade.
Abstract
In the classroom is a place built by the teacher
and students from the conscious and unconscious relationships that will
establish, for each meeting, a story unique and particular. It is something
deep in their bases around the rest are support. De add little to speak of discipline,
of limits, without considering, minimally, what is in the holds of relations
and giving support to all who will conduct a classroom, in terms of emotions.
From that context loaded meanings of that teacher and students relate to and
live by establishing mutually dialogues, conflicts, hopes joys, contradictions,
among other phenomena, events and situations that are part of school work and
personal relationships. Some teachers, minded of his duty as educators, are seeking their own
learning, in trying to find clear differences of individual components of his
room, to make this diversity a good job of teaching, because they know that
only the individual approach, for more problems that might be, will the real
unification of the class in a homogeneous group, and only this, made of diverse
components could serve as a "broth of culture" to sprout some new
knowledge, which is not mere information.
Keywords: space teaching, interpersonal relations, heterogeneity.
Introdução
O espaço pedagógico
A
sala de aula é um espaço construído pelo professor e alunos, a partir das
relações conscientes e inconscientes que vão estabelecendo, a cada encontro,
uma história única e particular. Trata-se de algo profundo, em cujas
bases todo o resto se apoiará. De pouco adianta falar de disciplina, de
limites, sem considerarmos, minimamente, aquilo que está nos porões das
relações e que dá sustentação a tudo que vai se desenrolar numa sala de aula,
do ponto de vista das emoções.
A
partir desse contexto carregado de significados que professor e alunos
relacionam-se e convivem, estabelecendo entre si diálogos, conflitos,
esperanças alegrias, contradições, entre outros fenômenos, fatos e situações
que fazem parte do convívio escolar profissional e pessoal.
Por
mais que criemos técnicas didáticas, horizontalizemos a comunicação,
trabalhemos em círculos, etc., fato é que a velha e tradicional sala de aula,
espaço privilegiado onde se desenvolve a relação ensino-aprendizagem,
sobreviveu aos tempos.
Nada
ainda conseguiu substituir a relação professor-aluno, esta relação direta,
humana e às vezes até conflitiva. Aliás, as relações humanas em sala de aula,
na verdade, são reveladoras das riquezas e das limitações presentes na própria
dinâmica das relações sociais.
Variados
discursos costumam proclamar a importância e as vantagens da diversidade, da
pluralidade de conhecimentos e, lidar com isto na sala de aula, onde se tenta
instalar um ambiente uniforme é, tremendamente, difícil.
Mesmo
assim, faz-se necessário manter as rédeas da situação. O recurso adequado é
apostar nas diferenças como objeto de troca de idéias e de pensamentos
estruturados.
Diversas
são as maneiras de estimular a turma para iniciar uma troca de conhecimentos,
ou seja, iniciar a construção do conhecimento previsto no conteúdo
programático, utilizando se de conhecimentos conteúdo programático,
utilizando-se de conhecimentos pré-existentes em alguns dos componentes do
grupo.
Saber
promover essa mistura, encontrar “o ponto” certo da receita, é o grande
segredo, é a ação desejável, que deve ser buscada.
Mais
do que um espaço formal, no qual se utilizam técnicas, tecnologias, metodologias,
livros, papéis, gizes, decorações, etc., a sala de aula é, por excelência, um
espaço simbólico no qual são travadas relações humanas.
Talvez
aí esteja o questionamento fundamental. O professor, mestre em sua ciência
específica, é um eterno aprendiz das relações. Aprende-se a se relacionar,
ensinando condutas. Assimila-se condutas, por outro lado, dentro da relação
concreta de ensino. É via de mão dupla. Fato é que as salas de aula vão sendo
novamente tomadas por aqueles e por aquelas com os quais colaboramos com sua
formação enquanto cidadãos e cidadãs.
A
sala de aula, espaço de concreto, frio e inerte agora revestir-se-á de certa
magia. Magia necessária para que os atores sociais construam, a partir desse
espaço fundamental, os alicerces necessários para que, no futuro que amanhece
hoje, possam ter a certeza de que todo o esforço empreendido pelo professor nas
metodologias de ensino e também pelo aluno no processo de aquisição de
conhecimento vai colaborando, positivamente, com a edificação dos sujeitos
transformadores da sociedade.
Poderíamos
tentar superar o fato de nossas turmas serem tão heterogêneas, se:
conduzíssemos o aluno a uma progressiva autonomia na busca de conhecimentos;
desenvolvêssemos a capacidade de reflexão; estimulássemos o trabalho em equipe;
conhecêssemos o universo cultural e de conhecimentos desse aluno e
desenvolvêssemos, com base nele, processos de ensino e aprendizagem interativos
e participativos.
Das relações
interpessoais
Na abordagem cognitivista, MIZUKAMI (1986),
coloca que o professor atua investigando, pesquisando, orientando e criando
ambientes que favoreçam a troca e cooperação. Ele deve criar desequilíbrios e
desafios sem nunca oferecer aos alunos a solução pronta. Em sua convivência com
alunos, o professor deve observar e analisar o comportamento deles
e tratá-los de acordo com suas características
peculiares dentro de sua fase de evolução (p.77-78).
PIAGET
(1983) aparece como o principal nome na abordagem cognitivista, que desloca o
foco da passividade do aluno em relação à informação. O professor passa a criar
o cenário necessário, pensando no estágio de desenvolvimento em que o aluno se
encontra, para que o aluno possa explorar o ambiente de forma predominantemente
ativa.
Neste
ponto, o aluno não é um ser que recebe a informação passivamente, ele deverá
experimentar racionalmente atividades de classificação, seriação e atividades
hipotéticas. Assim, o professor sempre oferecerá ao aluno situações problemas
que tragam a eles a necessidade de investigar, pensar, racionalizar a questão e
construir uma resposta satisfatória.
Muito
se tem investigado sobre a relação entre o professor e o aluno nos últimos
tempos. CUNHA (1994) em seu estudo sobre "o bom professor", investiga
o dia-a-dia do professor como indivíduo e como educador, analisa, também, sua
prática e metodologia e, a partir de uma caracterização deste profissional,
propõe novas direções para a formação dos professores e para os cursos de
magistério. Ainda segundo sua análise, a relação professor e aluno passa pela
forma com que o professor trabalha seus conteúdos, pela forma com que ele se
relaciona com sua área de conhecimento, por sua satisfação em ensinar e por sua
metodologia (p.70-71).
O
modo como professor e aluno se relacionam e também, é claro, o modo como eles
trabalham o conhecimento, depende da pedagogia adotada pelo professor dentro da
proposta pedagógica da indissociabilidade entre ensino e pesquisa, defendida
especialmente por PEDRO DEMO (1996), que constitui-se basicamente na adoção de
uma nova postura em sala de aula, principalmente por parte do professor. O
ensino e a aprendizagem passam a ser coordenados através da característica
distintiva da pesquisa, qual seja, o “questionamento reconstrutivo”.
Este
questionamento se define por não tomar o conhecimento passivamente, ou seja,
usar de crítica e reflexão e reconstruí-lo, dando-lhe uma interpretação
própria. A adoção desse processo será o primeiro e definitivo passo para a
formação do “sujeito competente”, ou seja, da pessoa que usa de crítica frente
aos acontecimentos, intervém neles e, a partir disso, reconstrói, a eles e a si
próprio.
Da heterogeneidade
A
condição mental do professor é uma aspecto que merece toda a atenção, visto que
exerce grande influência na relação que se estabelece entre professor e aluno.
Claro que é impossível desejar que o professor mantenha um estado emocional
impermeável à influência de fatores externos e internos.
A
boa condição mental do professor é um aspecto de muita importância em sua
formação profissional, considerando que se trata de uma profissão que o coloca
direta e constantemente em relação com pessoas de todos os tipos,
personalidades e condições emocionais diferentes.
Ainda
um outro ponto que deve-se salientar refere-se às contradições que costumam
acontecer em sala de aula. É com muita freqüência que as regras do jogo
estabelecido entre professor e alunos, lá no início, sejam desafiadas,
questionadas e desrespeitadas.
O
aluno, seja adolescente ou adulto, imbuído de vários motivos pessoais ou
grupais, irá, muitas vezes, tentar desestabilizar o ambiente e isso é algo que
põe à prova a capacidade de tolerância, a firmeza e o equilíbrio psíquico do
professor. Suas convicções, seu planejamento, são sentidos por ele,
compreensivelmente, como interrompidos, atacados e violados.
Mas
é possível também que as perturbações oriundas dos alunos sejam olhadas sob
outro ângulo, o da comunicação.
O
professor, com uma certa flexibilidade para pensar, pode se perguntar sobre os
possíveis significados dessas interferências. O que o aluno estará querendo
comunicar com aquele ataque? Ou ainda, em muitos momentos, o que a
classe estará, através daquele aluno, querendo comunicar ao professor?
Muitas descobertas podem ser feitas, coisas interessantes podem surgir e com
elas uma maior possibilidade de aproximação e crescimento.
Podemos
ainda pensar que há determinadas turmas de alunos que acabam se caracterizando
como mais conturbadas, mais agitadas do que outras. Para essas, a postura do
professor deve ser mais rigorosa e de outra forma, é mais adequado à turma que
se identifica como sendo mais harmoniosa e tranqüila, uma relação mais
flexível, embora firme.
O
professor, no que diz respeito a ele, deve evitar ao máximo que questões
particulares suas invadam a sala de aula. Mas se estamos falando de seres
humanos e não de robôs, mesmo com cuidados isso tudo sempre acaba acontecendo.
E mais uma vez pode-se e deve-se aproveitar da ocasião para se trabalhar os
sentimentos que acabam emergindo e que em outras condições não apareceriam.
Isso tudo contribui para a aprendizagem e o desenvolvimento.
Um momento de
reflexão docente
Quando
se analisa a sala de aula universitária, mormente nos cursos de graduação, o
que se constata, inicialmente, é a homogeneidade: todos os alunos receberam o
mesmo grau de instrução, pelo menos em termos quantitativos, estando aptos de
igual forma a cursar aquela disciplina.
A
própria instituição de ensino, diante dessa classificação, designa um
professor, certamente treinado no conhecimento específico destinado àquela
turma, em dito período letivo, sem nenhuma preocupação em relação a eventuais
dificuldades ou, até, impossibilidades, que, porventura, aquele grupo de
indivíduos possa apresentar ao tentar construir algum conhecimento útil ou
mesmo apreender algum conteúdo, a partir das informações fornecidas e recebidas
durante as aulas.
Essas
informações técnicas ou científicas, teóricas ou práticas, são previamente
elencadas e sua transmissão aos alunos é determinada pela escola e
rigorosamente fiscalizada. O professor que conseguir transmiti-las será
considerado bom e competente profissional, independentemente do nível de
aproveitamento do conteúdo que o aluno venha a obter.
Serão
dignos de receber aprovação apenas aqueles alunos que consigam “provar” que
“aprenderam” pelo menos metade do conteúdo da matéria dada. Neste caso, tanto a
forma utilizada para “provar” que aprendeu, quanto a realidade fática desse
aprendizado, podem nem ser confiáveis, mas estão valendo como norma.
Essa
é, aproximadamente, a realidade vigente e vivida por nós e da qual não podemos
nos afastar. Todavia, mesmo tendo de prestar contas da ação supra descrita, não
chegamos a ser, peremptoriamente, obrigados a agir dessa forma quase simplória
e inócua.
Teremos
então que buscar ou compor - quebrando gradualmente os paradigmas existentes -
o docente capaz de ser quase missionário, que deseje construir saberes na sala
de aula, apesar de suas próprias limitações e parcas condições de trabalho, ou
seja, o professor tem de ser um educador a qualquer custo e, para isto, precisa:
I. ser o cientista que domina o assunto a ser
ministrado na sala da aula e, ao mesmo tempo;
II. ser o pedagogo sensível, que compreenda exatamente
as nuances de ser ensinante e aprendente ao mesmo tempo;
III. que saiba participar de um grupo emocional e
culturalmente diversificado;
IV. consiga fazer o conteúdo de sua disciplina parecer
familiar ao grupo, singelo e multidisciplinar e multicultural, ao mesmo tempo;
V. enfim, o professor deve ser um docente que saiba o
que quer fazer e o que está fazendo.
Temos
a forte impressão – quiçá não seja apenas esperança! – de que, felizmente,
o processo de transformação, a quebra de paradigmas, já está a caminho,
despontando, aqui e ali, em iniciativas louváveis de pesquisadores e pedagogos
formadores de opinião, bem situados estruturalmente e com certa influência nos
organismos competentes para encaminhar as modificações na área educacional.
Mas
apesar da quebra de alguns paradigmas e de algumas mudanças de atitude em
relação ao corpo discente, será que nós docentes universitários temos uma visão
ampla, contextualizada e prática do que na realidade é uma relação entre
professor e aluno dentro de sala de aula? Será que temos consciência que esta
relação pode influir no processo ensino-aprendizado a curto prazo? Podemos nós
docentes aprender algo a partir de uma relação menos impessoal e
mais heterogênea?
Além
desses, muitos outros questionamentos surgirão no decorrer de nosso
desenvolvimento profissional, mas em princípio, devemos tentar observar e
avaliar esses parâmetros da maneira mais completa possível a fim de podermos contribuir
de alguma forma para a melhoria das relações interpessoais entre as partes e um
melhor entendimento, formas de procedimento e aceitação da heterogeneidade de
nossos alunos.
A
importância destes procedimentos reside no fato de que os professores que se
revelam flexíveis em relação à própria liberdade de ação e a dos alunos,
respeitando-lhes a autonomia e o estilo individual, deixam transparecer a
prática que têm em sala de aula. Tal prática encontra-se relacionada com a
perspectiva pedagógica da universidade onde atuam.
Na
verdade, o professor é o condutor do processo. Ele é a autoridade em sala de
aula, onde tem que ser respeitada a autonomia do aluno. O professor precisa
saber ver e compreender o que o aluno está fazendo e muitas vezes esperar o
momento adequado para interferir e auxiliá-lo. Então, o professor tem que ter
uma atitude de abertura ao diálogo e de parceria com o aluno.
Neste
ambiente o papel do professor deve ser o de mediador da aprendizagem, atuando
na zona de desenvolvimento próxima a proposta por Vygotsky (1984), ou seja, o
professor precisa compreender o problema do aluno e entender a sua dificuldade
momentânea para intervir no processo.
É
preciso tentar compreender o nível de desenvolvimento, de interesses e de
necessidades dos alunos para poder colocar desafios, ou mesmo para fornecer
informações que os ajudem a sair da situação de conflito e a atingir um nível
superior de desenvolvimento.
Tem
que haver integração entre professores, alunos, conteúdos e teorias de
conhecimento. Um fenômeno educativo não se explica por uma única teoria, mas
por diversas teorias que se complementam.
Nós
estamos trabalhando numa relação de reciprocidade, de mutualidade, de
co-propriedade, de interação. Isto significa que o conhecimento é provisório e
nunca o conseguimos deter em sua totalidade. Esta integração reveladora de uma
nova postura diante do conhecimento é uma atividade interdisciplinar, que se
reveste de singular valor como preparação de terreno ao ensino
universitário.
Neste
tipo de relação, tem um valor muito importante a concepção da
indissociabilidade entre o ensino e a pesquisa como uma das tendências deste
novo paradigma; tendência esta que parte do pressuposto de que a pesquisa é a
base da educação sistematizada e, por isso, ela se torna o meio mais indicado
através do qual o ato de educar atinge seu objetivo, que é a formação do
sujeito cidadão.
Conforme
OLIVEIRA (2004) para que este objetivo seja atingido é preciso que se forme
toda uma nova base para o ensino que vai desde a mudança nos ambientes físico
(troca de carteira individuais por mesas redondas) e psicológico (o aluno
precisa se sentir importante, “parceiro” dos outros componentes da equipe que
realizará o trabalho), passando pela coleta de materiais necessários, que
deverá ser feita pelos próprios alunos e fundamentalmente na remodelação do
comportamento do professor, que precisa ser, antes de tudo, um pesquisador, no
sentido de ter a pesquisa como atitude quotidiana.
Isso
resultará em reformulações essenciais no processo ensino-aprendizagem com novas
formas de avaliação, novas formas de lidar com a diversidade de alunos coletiva
e individualmente, em uma reorganização curricular para que sejam atendidas as
necessidades inerentes às atividades peculiares deste método, que com certeza
formará um novo cidadão, muito mais apto ao mundo em que vivemos.
Conclusão
O
ensino universitário, logicamente contextualizado dentro deste processo de
educação, precisa passar por uma remodelação. É lastimável ver este nível de
educação, que visa à modernidade, competência e versatilidade, sendo
atravancado por métodos e valores arcaicos e ineficientes. A prática do ensino pela
pesquisa deixa transparecer a capacidade e objetivo desta remodelação e isso
fornecendo opções completamente viáveis de novas estratégias e práticas
didáticas, de trabalhos em grupo, de formulação de projetos próprios, sendo
tudo isso permeado por uma nova forma de lidar com o aluno, dando-lhe maior
liberdade de ação, avaliando qualitativamente os resultados por ele alcançados
e, principalmente, vendo-o como um parceiro de trabalho, como um ser humano
igual, capaz de reconstruir, através da crítica e criatividade, o conhecimento
que lhe chega. É realmente uma pena que muitos professores universitários
ainda pensem que, para estar em sala de aula, precisem apenas do domínio de sua
especialidade na ciência. Seria bom se eles percebessem que o como chegar aos
alunos esses conhecimentos é tão importante quanto o próprio conhecimento.
Podemos
perceber assim que o relacionamento interpessoal que se instala entre professor
e aluno está intrinsecamente ligado à forma como ambos irão lidar com o
conhecimento e com as diferenças advindas desses.
Referências
Bibliográficas
CUNHA, Murilo Bastos. As tecnologias
de informação e a integração das bibliotecas brasileiras. Ciência da
Informação, Brasília, v. 23, n. 2, p. 182-189, 1994.
DEMO, Pedro. Educação pela
pesquisa. São Paulo: Autores associados, 1996.
MIZUKAMI, Maria da Graça Nicoletti. Ensino:
As abordagens do Processo. São Paulo: EPU, 1986.
OLIVEIRA, Marcia Silva de. Estudo
sobre a valorização das relações interpessoais, entre professor e aluno, e suas
contribuições para o processo de ensino-aprendizagem da graduação do curso de
biomedicina. [Monografia de Pós-Graduação]. UniCEUB/DF, 2004.
VYGOTSKY, Lev Semenovith. Formação
social da mente. Ed. Martins Fontes, 5a.ed., São Paulo, 1984.
Nenhum comentário:
Postar um comentário